Aduílio diz: Em momentos forró é mal representado
Aduílio Mendes. Você com certeza já ouviu falar dele. É um dos maiores nomes do “new forró”. Nasceu em Choró, no Ceará e hoje canta e encanta multidões por onde passa. Começou na carreira cantando em barzinho, até que um dia, para a alegria da nação forrozera, foi descoberto pelo produtor musical do grupo SomZoom, Ferreira Filho.
Engana-se quem pensa que Aduilio começou a cantar no Mastruz, antes, passou 1 ano em outras duas bandas do mesmo grupo, a Calango Aceso e Mel com Terra. Na mãe de todas as bandas gravou grandes sucessos como meio-dia, viajante forrozeiro e massa de mandioca.
O talento de Aduilio sempre o colocava diante de novos desafios, e foi assim quando deixou o Mastruz para encarar o romantismo da Magníficos. Deu certo. Bateu recorde de vendas com CD de estréia na banda, “Tô no ponto”, com a música “Amor amo você”. Depois veio a famosa “Carta Branca”. Os desafios, como foi dito, eram constantes.
Chegava a hora de apostar no próprio projeto, nascia ali a banda Suíte de Luxo. Três anos depois foi a hora de misturar caviar com rapadura. A banda estourou com internauta do forró.
No ano passado mais um projeto novo bateu a porta de Aduílio. O cantor foi surpreendido por um convite de Felipão para que ele assumisse o vocal da banda. Não deu outra, o cabra do Choró acreditou na empreitada. Nove meses depois os frutos já começam a aparecer. O céu é o limite, música de trabalho do Moral, está estourada nas rádios de todo o Nordeste, mas quem vai contar um pouco dessa história e da sua vida é o próprio Aduilio Mendes.
Aduilio, como está a Forró Moral?
Antes, eu queria mandar um abraço a toda galera do Forró Dicumforça. O Forró Moral está de vento em poupa. A minha estada já existe há nove meses e, desde quando eu entrei pra cá, é uma crescente. Estou otimista, a gente já tem lançado algumas músicas que o Brasil inteiro já canta, o carro chefe é o “Céu é o limite”.
Estamos cheios de projetos para 2009, inclusive um DVD oficial e estou super otimista e satisfeito. A empresa em si, a Central do Forró, que é a nossa produtora, vem desenvolvendo um trabalho super competente, fazendo grandes parceiros no país inteiro e, por onde a gente tem passado, as pessoas mostram com atitude que estão aderindo verdadeiramente ao nosso som e a nossa batida.
Foi difícil substituir Felipão?
Foi um pouco difícil, porque Felipão não é um qualquer. Como artista, eu diria que ele é um dos maiores desse país. Quando ele próprio foi na minha casa e me convidou para entrar no Forró Moral, juntamente com o irmão dele, o Marcelo Moral, eu sabia que ia vir para as minhas mãos uma batata muito quente, mas a exemplo de outras bandas que já entrei, substituindo outras pessoas de nome, a exemplo da Walkyria, quando ela saiu da Magníficos, as coisas aconteceram de uma forma muito progressiva.
Eu acreditei também que dessa vez Deus não ia deixar de estar do meu lado, e iluminar o meu caminho, como ele sempre fez. Eu entrei no Forró Moral determinado a levar a frente esse trabalho, contando com essa grande equipe formada de 11 músicos, corpo de baile e uma grande equipe de produção, iluminação, que, enfim, me ajudou junto com Fabiane e Juliana a chegar onde a gente está.
Você sente saudade da época do Mastruz, Magníficos?
Eu lembro daquilo com muita alegria, porque aquilo, na verdade, faz parte da história do forró. Eu fiz parte na época, da banda número um do forró, que era o Mastruz com Leite. Me sinto uma pessoa que fez parte do nascimento desse novo forró. Lembro com muita satisfação, mas saudade e vontade de voltar atrás, não.
Hoje, quando eu olho para aquela história, se eu quisesse ter voltado aquela época, eu teria deixado de viver e de ganhar muitos presentes, como o respeito das pessoas com o meu trabalho, os fãs que sempre me acompanham desde o início, uma década e meia atrás. Isso para mim é um dos grandes presentes.
Você se considera um ícone no forró, como os próprios cantores afirmam?
Se eu disser que é indiferente eu estaria mentindo, quando os companheiros do meu seguimento me tem como um cara que tem um trabalho legal. Eu acho que isso é uma das coisas que mais massageia meu ego. Quem não quer ser reconhecido no seu meio de trabalho, por pessoas que estão no mesmo ramo e sabem do que estão dizendo? Isso é prazeroso, mas eu não tenho isso para dizer que sou mais ou menos que ninguém, até porque eles não são diferentes de mim. Eu sou exatamente igual a eles. Nós é que fortalecemos o forró. Somos nós que fazemos o forró tão grandioso.
Tem vontade de realizar algum outro tipo de trabalho dentro do forró?
Eu tenho alguns projetos, mas tudo ao seu tempo. Aguardem, que de repente pode acontecer alguma novidade e o público vai se surpreender e se deliciar quando eu desenvolver esse projeto.
Como está o Aduilio família?
Muito feliz, minha filha nasceu no dia 14 de janeiro, é a Maria Eduarda. Eu queria mandar um beijo pra ela. Mesmo ausente está presente em meu coração e nos meus pensamentos. Mandar um beijo pra Dyva, que é a maior responsável por essa realização do meu sonho de ser pai. Elas são maravilhosas e especiais pra mim.
Para encerrar, sua avaliação do new forró?
O novo forró começou muito frágil, discriminado, atingia uma área muito pequena, mas foi crescendo. Hoje, o forró é um homem. Na minha análise existe muita coisa que não é legal. Se você der uma olhada a fundo, há momentos em que ele é muito mal representado. O importante é que o forró quebrou barreiras.
Fonte: Paraibajovem.com











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